Domingo, 15 de Abril de 2012
Depoimento de Zeca Caliate (Ex-Comandante da Frelimo) - 1

Os chamados Destacamentos Femininos eram vítimas de abusos
sexuais, feitos na sua maioria pelos chefes. As raparigas grávidas eram
obrigadas a ter depois relações sexuais com simples soldados, para
posteriormente estes serem acusados de mau comportamento e serem severamente
punidos com castigos exemplares. As mulheres grávidas eram enviadas para o Campo
de Tunduro, onde Francisco Manhanga era Comandante, coadjuvado por Bonifácio
Gruveta. De referir ainda que em muitos casos as mulheres que engravidavam eram
obrigadas também a abortar por métodos criminosos e os seus fetos deitados no
caixote de lixo, com o conhecimento das autoridades tanzanianas que nunca
tomaram medidas para impedir tais actos, pois diziam que esse era um assunto
moçambicano.   

O Campo de Tunduro, servia também como local de descanso para os
chefes da FRELIMO. Ali levavam uma vida de burguesia, tinham tudo à disposição,
incluindo as raparigas e as mulheres mais bonitas da Organização. Muito
dinheiro que a Organização possuía era gasto nestas libertinagens.

Eu continuava a treinar em Nachingweya e mais tarde António
Kanhemba ou Luís Njanji, vindo de Tete, juntou-se a mim. Juntos, fomos formados
militarmente por especialistas chineses.

 

Ovar, 15 de Abril de 2012

Alvaro Teixeira (GE)



Publicado por gruposespeciais às 21:36
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Quinta-feira, 16 de Dezembro de 2010
A EXTREMA POBREZA EM MOÇAMBIQUE

 

De acordo com os dados do Fundo Monetário Internacional (FMI) existem, neste momento, 11,7 milhões de moçambicanos a viverem em situação de pobreza extrema.

Considera-se pobreza extrema todos os que vivem com menos de 18 meticais por dia ( um dólar vale cerca de 45 meticais), o suficiente para assegurar as calorias necessárias para manter a subsistência humana.

A situação de pobreza extrema tem vindo a agravar-se desde 2002, como reconhece o próprio governo da Frelimo, apesar das muitas injecções de capitais que têm sido efectuadas pelos países doadores e o próprio FMI.

 

 

As causas são diversas que vão desde o Gabinete do Planeamento do Zambeze que caminha para derrocada próxima e toda a agricultura desmantelada pelo regime do Samora Machel e, até agora, não recuperada e, por último todo o tecido produtivo que está em plena decadência.

A acrescer a esta situação, verifica-se o tráfico de droga, tendo-se o país tornado na segunda placa giratória no continente africano que, de acordo com o Wikileaks, tem, como principais beneficiários, o actual presidente da República e o seu antecessor, Armando Guebuza e Joaquim Chissano, respectivamente.

Com a degradação rápida da situação económica e as condições de vida das populações a diminuírem drasticamente, só há uma solução que é a de mudar de política.

A Frelimo, em 36 anos de poder, não resolveu nada, pelo contrário, agravou, já não é solução. A via eleitoral, neste momento, não parece ser a mais apropriada, dada a viciação sistemática do sistema eleitoral conduzida pela Frelimo.

A solução passará por uma revolta pacífica de todo o povo que não poderá ser conduzida pelos partidos instalados no poder que, como se está a verificar, não conduzem a coisa nenhuma, só servem para perpetuar a Frelimo no poder.

 

 

Os grandes beneficiários do narco-tráfico em Moçambique

Joaquim Chissano e Armando Guebuza

 

Daqui o meu apelo a todos os moçambicanos que se unam e consigam criar um movimento que altere toda esta situação, porque, senão será a pobreza completa para todos, excepto para aqueles que, ainda, conseguem viver das migalhas do poder ou roer um ossos debaixo das mesas dos abastados.

Força Moçambicanos, o futuro está nas vossas mãos.

 

Ovar, 16 de Dezembro de 2010

Álvaro Teixeira (GE)



Publicado por gruposespeciais às 21:27
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Quinta-feira, 9 de Dezembro de 2010
Moçambique não é um completo narco-Estado corrupto, mas segue numa direcção inquietante.

 

Documentos revelados pelo site WikiLeaks revelam que, em 2009 o Presidente Guebuza e o seu antecessor, Joaquim Chissano são cabeça de um polvo que gere a rede de droga que tem como placa giratória o Estado de Moçambique.

Esta situação, por ser inquietante para todo o mundo, tem que ser devidamente investigada e os países doadores deverão cortar todos os investimentos neste país e ser considerado um estado pária à semelhança de outros que infringem as leis internacionais.

Esta situação torna-se gravíssima, a partir da altura em que, por trás desse rede de narco-tráfico estão o anterior e o actual presidentes do País.

Chegou a altura de a Comunidade Internacional tomar medidas contra esta situação. Não basta aceitar-se uma vitória fraudulenta nas eleições por parte de Guebuza e da Frelimo, é necessário acabar com este estado de coisas.

 

 

O Orçamento Geral do Estado de Moçambique continua a contar com mais de 50% dos países doadores e são estes que estão a contribuir para a grande placa giratória de droga em que se tornou Moçambique e ajudar a enriquecer, cada vez mais, as pessoas ligadas ao negócio, sendo que o Armando Guebuza se tornou no homem mais rico de Moçambique, situação que não teria conseguido com a venda de patos.

A todos os moçambicanos que acreditam nos valores da democracia, da liberdade, da fraternidade e da igualdade será necessário que reavivam estes valores, que lutem por eles e que se unam para fazerem uma verdadeira revolução democrática e acabarem com o perigo de Moçambique se tornar num Irão, Coreia do Norte ou da Somália.

 

 

 

Joaquim Chissano

 

 

Eu acredito no povo moçambicano acredito que ele irá conseguir libertar-se desta gente com as mão sujas de tudo, incluindo o sangue, dinheiro e a droga.

 

Ovar, 9 de Dezembro de 2010

Álvaro Teixeira (GE)

 



Publicado por gruposespeciais às 22:14
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Quinta-feira, 4 de Novembro de 2010
Mas que ligará M'telela a Wiriamu?

 

Os responsáveis? Todos sabemos os nomes.
Mas que ligará M'telela a Wiriamu?
Vejamos o que escreve, em 1977, Inácio de Passos, residente em Tete, no seu livro "Moçambique a escalada do terror":

Um outro elemento da minha confiança — comandante de talabarte da Frelimo — era também meu confidente. Por ele tinha conhecimento dos resultados do trabalho de limpeza ao cérebro de que o Presidente Samora Machel estava a ser cobaia pelo grupo marxista do Partido, resultados que eram palpáveis nos seus discursos e nas suas atitudes. Esse comandante, que para sua segurança não divulgo o nome, alarmava-se de dia para dia com o procedimento dos dirigentes da Frelimo.
Como o comandante Machava, não representava nenhuma corrente política e ainda possuía em comum com ele o desejo de preservar a ordem social e barrar a evolução de Moçambique para o liberalismo e para a anarquia. Tanto um como outro declinavam a ocupação de papéis de executantes da verdadeira justiça que ambicionavam para Moçambique, e aguardavam com ansiedade o momento que lhes proporcionasse, como em 1964, colocaram-se inteiramente ao dispor do seu país, integrando-se sob o verdadeiro mando do povo.
Com ele falei sobre a Fumo. Com ele discuti, e nem sempre estávamos de acordo, sobre a Rádio África Livre. De tudo quanto lhe contava guardava segredo, pois sabia que o seu silêncio não era traição ao seu povo, pois traição às massas e ao Partido era o procedimento e as ideias dos actuais dirigentes. Mas também por ele tomei conhecimento de factos que sei que até hoje não foram por ninguém revelados.
Quem dirigiu os militares portugueses a Wiriamu, ao «massacre» que serviu de ponta de lança à propaganda anti-portuguesa, encetada com sucesso pelo padre Hastings?
Quem os guiou num pequeno «Volks Wagen», protegido por aperradas armas até ao acesso da picada e os acompanhou até ao local?
Quem assassinou, após o 25 de Abril, o seu serviçal, conhecedor do seu segredo, para que a sua criminosa atitude não fosse divulgada aos dirigentes da Frelimo?
O seu nome é Raul Frechaud Fernandes, primo carnal de Sérgio Vieira, um dos homens que dirige e automatiza Samora Moisés Machel.
— Mas a Frelimo não sabe isso? — interroguei-o.
— Eu próprio informei o comandante José Moiane e ele como comandante provincial não procedeu. O velho afirmou que atitudes antigas eram para esquecer. Eu creio que ele não quer tocar na família de Sérgio Vieira... — respondeu-me.
Raul Frechaud Fernandes, mestiço asiático, é dirigente do Departamento Distrital da Frelimo de Informação e Propaganda. Mas apenas ocupa esse cargo após a Independência. Possuía uma pequena cantina comercial de onde o povo de Wiriamu se abastecia. Desse povo veio a adquirir os meios de fortuna que hoje possui, pois lhe furtava o gado que vendia a militares portugueses em candonga.
Colaborou no assassinato do povo moçambicano que mais intimamente lhe esteve ligado mas hoje é um dos dirigentes do Partido. O povo, porém, sabe que os seus inimigos de ontem são os de hoje. São seus inimigos desde que as teorias e as atitudes do dr. Eduardo Mondlane foram silenciadas pelo deflagrar de um livro armadilhado.

 

Povo de Moçambique, acorda!

 

Fernando Gil

(macua.blog.com)

 

Álvaro Teixeira (GE)

05 de Novembro de 2010



Publicado por gruposespeciais às 23:24
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Sábado, 30 de Outubro de 2010
...

Haja, no mínimo, vergonha!

 

Não ao regresso dos “Campos

de Reeducação”

 

 

O tristemente célebre “sistema de reeducação”, que o regime da Frelimo pretendia que servisse de modelo prisional da nação moçambicana independente, caracterizou-se desde sempre por atropelos flagrantes à lei e ao desprezo pelos mais elementares direitos humanos consagrados em diversos instrumentos jurídicos. A reeducação começou por servir de capa de execuções sumárias decretadas por uma certa ala da Frelimo a partir de 1966, prática denunciada no seio da própria Frente de Libertação de Moçambique e que continuou depois de 25 de Junho de 1975, arrastando como corolário o nome do Estado moçambicano para os corredores de instâncias jurídicas internacionais onde algumas das vítimas começam agora a fazer valer os seus direitos em processos em curso.

 

 

Muitos dos “campos de reeducação” surgidos formalmente após a independência já vinham a funcionar como centros prisionais nas zonas controladas pela guerrilha da ala que se guindou ao poder na FRELIMO. Funcionavam em Cabo Delgado e no Niassa. Era aí que se executavam guerrilheiros, quadros dirigentes, e foi para aí e para vários outros redutos criados após a independência, que milhares de cidadãos foram desterrados, à revelia dos tribunais. Os familiares de muitas dessas vítimas continuam até hoje sem saber do seu paradeiro. Os familiares das vítimas dos ditos “Campos de Reeducação” desconhecem ainda hoje onde estão os restos mortais dos que foram assassinados por quem o mundo dito civilizado hoje aplaude fazendo-se esquecido de que por aqui também ainda existem khmers.

 

Os “campos de reeducação”, ou “laboratórios da criação do homem novo” como os designava Samora Machel, funcionavam ao arredio de instituições judiciais. Quem para lá era enviado, não beneficiava de qualquer protecção legal – estava à mercê de funcionários do Departamento de Segurança da Frelimo e do Ministério da Segurança-SNASP sem qualquer preparação para o cargo que o regime atabalhoadamente lhes atribuía. O jurista Mário Mangaze chegou mesmo a denunciar publicamente que o Ministério Público, os tribunais, e o próprio Ministério da Justiça tinham o acesso vedado a esses campos da vergonha, situação agravada pela decisão do regime em banir a actividade da advocacia no nosso país. Quanto muito, as vítimas do sistema de “reeducação” estavam à mercê daquilo que a jurista Lúcia Maximiano descreveu como “pessoas sem um mínimo de idoneidade moral” e sem capacidade para “fazer uma reflexão mínima e de pensar que exerciam a defesa como um acto fundamental”. E à luz do estatuto orgânico do SNASP – o famigerado Decreto 21/75, descrito pelo jurista João Trindade como “uma monstruosidade jurídica – as vítimas do regime eram despachadas para os redutos do Niassa e Cabo Delgado por decisão exclusiva desse tenebroso serviço que se substituía ao Ministério Publico e aos Tribunais, com a agravante desse documento, tornado lei pelo punho do então verdugo, negar às vítimas as disposições contidas no Artigo 315° do Código do Processo Penal.

 

Como que a pretender sacudir a água do capote, o próprio Samora Machel admitiria em comício que as práticas de que tivera conhecimento serem norma no “campo de reeducação” de Ruarua lhe causavam indigestão por ser como “palha no estômago”. Porventura, ter-se-á sentido eternamente empanzinado com as práticas, que certamente não desconhecia, correntes em M’telela, um dos mais famosos campos da morte apelidados cinicamente como tantos outros de “campos de reeducação”.

 

Contam as vítimas que passaram por Ilumba, outro “campo de reeducação” do Niassa, que aquando da visita efectuada pelo então ministro do Interior em Abril de 1976, este deu instruções ao comandante do campo para executar sumariamente todos quantos tivessem a ousadia de dali fugir.

 

 

Em Mswaíze, também no Niassa, o sistema de “reeducação” desumanizava a mulher, transformando-a em besta de carga, submetida à violência do trabalho forçado de sol a sol e privada de cuidados médicos e alimentação condigna.

 

No “campo de reeducação” de Naisseko, na mesma colónia penal do Niassa, amarravam-se Testemunhas de Jeová com cordas embebidas em sal, o que inutilizou os membros superiores de muitas das vítimas.

 

Do campo de Sacuzo, este na Gorongosa, em Sofala, saíram os que iniciaram a guerra pela democracia, que alguns se recusam a reconhecer como Guerra Civil tentando enganar-nos com a doce verborreia de Guerra de Desestabilização. Ali vimos com os nossos próprios olhos como homens sem escrúpulos conseguem tratar outros seres semelhantes. Qual Hitler! Quais Khmers! Qual Coreia do Norte!

 

Não obstante esta amarga realidade de um sistema inspirado em modelos que criminosos puseram em prática nos Gulags soviéticos e nos campos da morte do Camboja, eis que o governo da Frelimo mostra-se disposto a reintroduzir a “reeducação” stalinista no ordenamento jurídico nacional, a julgar pelo discurso proferido há dias pelo primeiro-ministro, Aires Ali, na Conferência Nacional sobre a Reforma do Sistema Prisional decorrida a semana finda.

 

Homem do Niassa, província que ficará para sempre ligada à história da violação dos direitos humanos no nosso país, Aires Ali devia ser o primeiro a pôr travão aos caprichos dos seus pares que pretendem o regresso de um sistema que deixou um rasto de tragédia, dor, sofrimento e rancor por toda a parte onde foi posto em prática.

 

Pretender que a amarga realidade dos “campos de reeducação” “constitua fonte de experiência para o desenvolvimento do sistema prisional do país” é fazer tábua rasa da tragédia associada a esses redutos da morte, da tortura, da desumanização, da humilhação e da negação da pessoa humana. Mais: é fazer chacota dos familiares que perderam filhos, pais, irmãos, a mais variada gama de parentes e amigos em relação aos quais o regime da Frelimo nunca teve a hombridade de os reconhecer como vítimas de uma política execrável, a todos os títulos errada e que o Mundo civilizado há muito pôs de lado.

 

A catarse não se alcança lamentando o encerramento desses antros da morte, mas antes contabilizando os danos morais e materiais infligidos às vítimas e aos seus entes queridos, compensando-os pelo menos com a devolução dos seus despojos e assumindo o compromisso de não voltar a prevaricar.

 

No mínimo, gente civilizada, a que nos associamos, deve exigir, pelo menos um pedido de desculpas público por tais práticas que estiveram na origem da Guerra Civil a que os arautos da desinformação, que até estiveram ligados a tais crimes de Estado, preferem chamar de Guerra de Desestabilização.

 

Um Governo que se pretende responsável não pode de maneira alguma voltar a falar em “campos de reeducação”. Não foram mais do que campos de morte muito semelhantes aos de Hitler, de Staline, de Pol Pot, de Kim Il Sung e de Kim Sun Il.

 

Desaprovamos qualquer tentativa de fazer regressar sangue à nobre terra de todos nós. Não podemos voltar atrás.

 

Por isso aqui dizemos em maiúsculas e determinadamente:  NÃO AO REGRESSO DOS CAMPOS DA MORTE!  CAMPOS DE REEDUCÃO NUNCA MAIS!

 

Gostaríamos antes de ver Aires Ali, como um homem do Niassa – terra que sabe o que é sofrimento – a recusar-se a reeditar o passado e a assumir o posto com a dignidade que o seu Governo tanto e insistentemente apregoa.

 

Gostaríamos de ouvir Aires Ali, na sua qualidade de Primeiro-ministro, a pedir desculpa aos filhos e parentes das vítimas que em espírito ainda aguardam pela entrega dos seus despojos às famílias.

 

Se fosse capaz de ter esse nobre gesto (será que tem poderes para isso ou é apenas um PM verbo de encher?) contribuiria para que se acreditasse que quem ele próprio não se cansa de apoiar, de facto se reeducou.

 

Que legitimidade pode ter quem como Estado já matou sem respeitar os mais elementares Direitos Humanos, para vir agora falar outra vez de reeducação. Quem reeduca quem?

 

Só nos faltava ouvir uma destas em pleno século XXI.

 

Era o mesmo que agora virem os Khemers e outros fascistas dizerem-nos que estamos a precisar de ser reeducados.

 

Francamente, Senhor Primeiro-ministro. Haja o mínimo de vergonha!

 

 

 

Canal de Moçambique  -  Editorial  - 15-Out-2010

 

 

Álvaro Teixeira (GE)



Publicado por gruposespeciais às 13:31
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Quinta-feira, 27 de Maio de 2010
NASCHINGWEA – O FUTURO ESTÁ A MEXER

 

Naschingwea está intrinsecamente ligada à guerra de libertação de Moçambique, tanto como campo de treino da Frelimo, na sua guerra de libertação, como aos maiores crimes cometidos após o dia 25 de Abril de 1974.

Aquilo que foi um campo de treino militar dos guerrilheiros da Frelimo com todas as suas  envolventes, de que já falei em posts anteriores, como a escravidão, a prostituição, os castigos morais e materiais e materiais, tornou-se, após 25 de Abril de 1974, no maior campo da vergonha daquilo que foram pretensos julgamentos de patriotas moçambicanos, que lutaram pela libertação do seu povo do jugo colonialista e que ali, antes que Moçambique se tornasse independente de facto foram sujeitos às maiores sevícias. Estes patriotas foram julgados pelo acusador e pelo juiz (Frelimo), sem direito a qualquer defesa, porque não havia, ainda tribunais constituídos, dado que Portugal ainda era a potência soberana, pelo que as leis seriam as da República Portuguesa, mas o conluio entre o MFA e a Frelimo permitiu que esses atentados contra os direitos humanos fossem cometidos. Uria Simango, Drª. Joana Simeão, Paulo Gumane, Mateus Gwengere, Pedro Mondlane, Lázaro Kavandame, Júlio Razão e muitos outros por ali passaram e todos foram condenados à reeducação nos Campos de Metelela, Bilibiza, Lupilichi e tantos outros, onde foram exterminados e enterrados em valas comuns.

 

Uma farsa dos julgamentos de Nashingwea
Uria Simango e Mateus Gwengere obrigados a confessar crimes que não cometeram, perante Marcelino dos Santos e Samora Machel

 

Por estas sevícias, também passaram muitos portugueses nas prisões da Beira e Lourenço Marques, como o capitão GEP Luís Fernandes , cujo martírio é bem conhecido e fruto do referido conluio entre o MFA e a Frelimo.

 

 

Prisioneiros da Frelimo em Nashingwea

 

Tal como referi acima, há milhares de patriotas moçambicanos cuja memória deverá ser reabilitada e que jazem em valas comuns no Niassa, em Cabo Delgado e na Zambézia sem que o partido no poder (Frelimo) esteja interessado em fazer esse trabalho, pensando que a memória dos povos é curta e que este assunto irá cair no esquecimento. Mas assassinos como Armando Guebuza, Sérgio Vieira, Marcelino dos Santos, Joaquim Chissano, Matsinhe, Thimba, Alberto Chipande, Sebastião Mabote, Joaquim Chissano, Graça Machel e tantos outros, que agora se passeiam nas cidades de Moçambique em automóveis de topo de gama, enquanto o povo continua na miséria, terão que ser julgados e responder pelos seus crimes.

 

 

Os "Campos de Extermínio ou Campos da Vergonha"

 

Os crimes contra a humanidade não prescrevem e este Blog saúda o aparecimento da Associação que pretende reabilitar a memória dos patriotas assassinados pela Frelimo e coloca-se, desde já, ao dispor da referida Associação para colaborar em tudo o que lhe for possível.

Vamos para a frente, porque o futuro é possível.

 

Ovar, 27 de Maio de 2010

Álvaro Teixeira (GE)   



Publicado por gruposespeciais às 23:13
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