Segunda-feira, 11 de Março de 2013

ASSASSINATOS DA FRELIMO (Esclarecimento à Wikipédia)

Hoje, por curiosidade, fui à Wikipédia, a fim consultar algumas biografias e a minha curiosidade levou-me às biografias de Eduardo Mondlane, Filipe Magaia e Josina Machel. Verifiquei que as circunstâncias da suas mortes coincidem, em quase tudo, com as versões da Frelimo e que em nada correspondem à realidade.

As informações que possuo e que têm sido objecto de Posts no meu Blog são-me fornecidas por fontes fidedignas e provenientes de figuras da Frelimo que, como é óbvio, não querem ser identificadas.

Quanto às mortes dos dirigentes da Frelimo a que acima me refiro, tenho a esclarecer o seguinte:

 

 

 

 

EDUARDO MONDLANE

 

Assassinado em 1969, na residencial de Betty King, sua amante, em Oyster Bay pela ala marxista-leninista-maoista, liderada pelo Samora Machel, que, depois de assumir o comando da guerrilha da Frelimo, pretendia o seu poder total, apoiado, entre outros, por Joaquim Chissano e Armando Guebuza o que, de facto, veio a acontecer no II Congresso da Frelimo.

Eduardo Mondlane foi vítimas das purgas realizadas pelos maoistas da Frelimo que vieram a dominar este movimento.

A Frelimo, para ilibar qualquer membro da facção maoísta, acusou a polícia política portuguesa (PIDE) pelo atentado. As autoridades tanzanianas fizeram inquéritos, mas que não levaram a qualquer conclusão. A facção do Samora Machel saiu ilibada do assunto e assumiu o poder na Frelimo depois da morte de Mondlane.

 

 

 

 

FILIPE MAGAIA

 

Assassinado em 1966 numa emboscada preparada pelo Samora Machel, para lhe retirar o comando da guerrilha, tomar o seu lugar e ficar com a sua namorada Josina Mutemba. Esta operação teve o beneplácito do Eduardo Mondlane, que nomeou o Samora comandante da guerrilha, tendo este vindo a casar com a Josina Mutemba, que passou a ser conhecida como Josina Machel.

Também este assassinato foi atribuído aos portugueses que teriam preparado a emboscada. Na realidade ela foi feita por elementos da Frelimo que foram fuzilados após a operação que foi conduzida pelo Lourenço Matola, chefe de guerrilha da Frelimo, que acabou por ser , também, liquidado.

 

 

 

 

JOSINA MACHEL

 

Assassinada no hospital de Dar es Salam para onde tinha sido enviada, depois de constatada a sua segunda gravidez. Morreu envenenada, por ordem do Samora Machel em 1971.

A Wikipedia diz que ela terá sido assassinada por estar grávida de Filipe Magaia o que não é possível, dado que este tinha sido assassinado em 1966.

 

No ano de 1969, apresentou-se na Frelimo, Graça Simbine por quem o Samora Machel se apaixonou e aqui estará a razão do assassinato da Josina Machel e a Graça Simbine (Machel) assumiu as funções de chefia do Departamento Feminino da Frelimo.

Claro que isto não é mera coincidência, porque o Samora Machel viu na Graça Simbine (Machel) qualidades que o ainda reforçariam mais como líder da Frelimo.

 

Espero que estes esclarecimentos tenham sido úteis para que estuda e escreve a história de Moçambique.

 

Nota: Este artigo foi enviado para a Wikipédia, para a reposição da verdade.

Para consulta, poderão ver o meu post sobre alguns assassinatos da Frelimo em:

http://gruposespeciais.blogs.sapo.pt/11216.html

 

Ovar, 11 de Março de 2013

Álvaro Teixeira (GE)


Publicado por gruposespeciais às 15:54
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Sexta-feira, 8 de Março de 2013

DIA INTERNACIONAL DA MULHER (08/03/2013)

HEROÍNAS MOÇAMBICANAS 

 

 

Hoje comemora-se o Dia Internacional da Mulher e sobre este assunto, coloquei alguns posts no Facebook, que foram apagados, mesmo depois de terem sido comentados. Ignoro como isso é possível, mas poderá ser obra de algum hacker frelimista que tem preparação informática para o fazer. Não vejo outra razão.

Neste dia gostaria de lembrar duas Mulheres que lutaram pela Liberdade e pela Democracia no seu país, Moçambique, mas que, ambas, foram vítimas das maiores sevícias por parte da FRELIMO, no Campo de Extermínio de Metelela, Niassa, norte de Moçambique, onde estiveram, como prisioneiras, após os pseudo-julgamentos efectuados em Nshingwea (Tanzânia) presididos pelo Samora Machel, Marcelino dos Santos e Sérgio Vieira.

Refiro-me à Drª. Joana Simeão e à Prof. Celina Simango. A primeira era professora liceal na cidade de Lourenço Marques e a segunda era esposa de Uria Simango e mãe do presidente do MDM (Movimento Democrático de Moçambique) Engº. Daviz Simango e do deputado do MDM, Lutero Simango.

Quanto às condições do assassínio destas duas Mulheres, sabe-se que a Drª. Joana Simeão foi colocada numa vala, com lenha seca, regada com combustível e queimada viva. Quanto à Prof. Celina Simango, terá sido fuzilada no ano de 1980, também, em Metelela.

 

FOTOS:

 

Antes da Frelimo no poder

 

 

 

Drª. Joana Simeão (Comício em Lourenço Marques, 1974)

 

 

  

   
   Família Simango (Cairo em 1973)

 

Depois da Frelimo no poder

 

 
 Drª. Joana Simeão, prisioneira em Metelela  Prof. Celina Simango, prisioneira em Nashingwea

 

 

Ovar, 8 de Março de 2013

Álvaro Teixeira (GE)


Publicado por gruposespeciais às 23:23
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Terça-feira, 5 de Março de 2013

PORQUÊ TANTA CONSIDERACAO PELO SAMORA MACHEL E MARCELINO DOS SANTOS (Os Traidores)?

 

Até quando é que a Oposição à Frelimo vai esquecer os seus Heróis?

 

Uria Simango foi um membro fundador da FRELIMO, com estatuto de Vice-Presidente desde a sua formação até a data do assassinato do seu primeiro líder, Eduardo Mondlane, em Fevereiro de 1969. Simango sucedeu a Mondlane na liderança da FRELIMO mas, na luta pelo poder após a morte de Mondlane, a sua presidência foi contestada. Em Abril de 1969, a sua liderança foi substituída pelo triunvirato composto pelos marxistas de linha dura Samora Machel e Marcelino dos Santos assim como Simango. Nos finais da década de 1960, a FRELIMO foi afectada por lutas internas fratricidas com vários membros a morrerem por causas não naturais.

 

O triunvirato não durou;  Uria Simango foi expulso do Comité Central em 1969, e Samora Machel e Marcelino dos Santos acabaram por assumir o controlo total da FRELIMO. Em Abril de 1970, Simango fugiu para o Egipto onde, juntamente com outros dissidentes tais como Paulo Gumane (Vice-Secretário Geral fundador da FRELIMO), se tornou líder do Comité Revolucionário de Moçambique (COREMO), um outro pequeno movimento de libertação.

 

Depois da Revolução dos Cravos em Portugal em 1974, Simango retornou a Moçambique e criou um novo partido político o "Partido da Coligação Nacional" (PCN) na esperança de disputar eleições com a FRELIMO. Com ele juntaram-se ao PCN várias outras figuras proeminentes do movimento de libertação e dos dissidentes da FRELIMO: Paulo Gumane e Adelino Gwambe (também membro fundador da FRELIMO), o Padre Mateus Gwengere e Joana Simeão.

 

 

 

A FRELIMO recusou eleições multipartidárias. O governo português pós-1974 entregou o poder exclusivamente à FRELIMO, e Moçambique tornou-se independente em 25 de Junho de 1975. Samora Machel e Marcelino dos Santos assumiram os cargos de Presidente e Vice-Presidente respectivamente. Graça Machel foi nomeada Ministra da Educação e Joaquim Chissano Ministro dos Negócios Estrangeiros. Uria Simango foi preso e forçado a fazer uma confissão pública de 20 páginas em 12 de Maio de 1975 no Centro de Reabilitação e Reeducação de Nachingwea, onde se retractava e solicitava reeducação. A sua confissão forçada pode ser ouvida em linha. Simango e os restantes líderes do PCN nunca mais foram libertados. Simango, Gumane, Simeão, Gwambe, Gwengere e outros foram secretamente liquidados numa data indeterminada entre 1977-1980. Nem o lugar onde foram executados, nem a maneira como a execução ocorreu foram até hoje divulgados pelas autoridades. A esposa de Simango, Celina Simango, foi separadamente executada algum tempo depois de 1981, e não há registo público de detalhes ou da data da sua morte.

 

 

 

Nota: Uria Simango, Padre Mateus Gwengere, Drª. Joana Sineão, Paulo Gumane, Júlio Razão, Lázaro Kavandame e outros foram transportados do Campo de Extermínio Metelela, com a indicação de que iriam para Lichinga (Vila Cabral), para, daí seguirem para Maputo (Lourenço Marques), a fim de que os seus processos fossem examinados e proceder-se à sua libertação. Quando as viaturas que os transportavam chegaram à terceira ponte da picada que ligava Metelela (Nova Viseu), pararam ao lado de uma vala, com o fundo cheio de lenha seca, os prisioneiros foram obrigados a descer das viaturas e empurrados para a vala e regados com combustível ao qual foi deitado fogo. Morreram queimados vivos, por ordem da Frelimo de Samora Machel, Marcelino dos Santos, Joaquim Chissano, Sérgio Vieira, Armando Guebuza e outros, ao som de cânticos “revolucionários” dos guerrilheiros da Frelimo.

O local destas execuções está devidamente identificado e deveria ser um lugar "sagrado" para todos os opositores da Frelimo.

 

Ovar, 5 de Março de 2013

Alvaro Teixeira (GE)


Publicado por gruposespeciais às 23:14
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