Sexta-feira, 22 de Maio de 2009

O MEU APOIO AO MOVIMENTO DEMOCRÁTICO DE MOÇAMBIQUE - Parte 2

(...Continuação)

Na sequência do "Post" anterior e, porque, segundo as informações que, diàriamente, me chegam de Moçambique e baseadas em várias fontes , a democracia moçambicana, tal como a conhecemos, poderá estar em perigo, uma vez que a Renamo não tem apresentado projectos mobilizadores para a sociedade moçambicana, muito por falta de uma liderança política efectiva.

Na Renamo, tal como na Frelimo, coexistem várias tendências, cujas fracturas estão mais exposta, dado não ser um partido do Poder, ao contrário da Frelimo que, enquanto poder, vai distribuindo os seu "boys", de forma a mostrar coesão.

Numa situação destas, num mundo em constante mudança e a grande crise que o Mundo está a atravessar, a tendência natural será a de manter o "status quo", do que avançar para grandes mudanças, a não ser que ser que as pessoas se revejam num Projecto Mobilizador, como o protagonizado por Barack Obama, nos EUA.

O Engº. Daviz Simango deverá ter isso em mente e, pelas informações que possuo, o seu projecto está a ter uma grande aceitação na juventude e nas classes mais instruídas.

 

Para conhecimento de todos, publico o Manifesto Político do MDM, sem qualquer comentário:

 

 

 

 

MOVIMENTO DEMOCRÁTICO DE MOÇAMBIQUE  
(MDM)
MANIFESTO POLÍTICO
O Ano de 2009 poderá representar o ano mais decisivo para a democracia em Moçambique, desde que o nosso País passou a desfrutar de um ambiente multipartidário, de liberdade de expressão, liberdade de imprensa e associação política.
Foi a partir de 1992, na sequência do Acordo Geral de Paz em Roma entre a Frelimo e a Renamo, que a Independência Nacional conquistada em 1975, se converteu num verdadeiro reconhecimento da diversidade de ideias e opções de todos os moçambicanos. Antes disso, prevaleceu um regime que negava a diversidade política e ideológica, a iniciativa privada, a liberdade e a protecção dos bens pessoais e privados dos cidadãos.
Mas o perigo de que o regime mono partidário retorne sob a capa de um sistema multipartidário, é um risco cada vez mais iminente e crescente. Nas três últimas eleições multipartidárias, tanto ao nível autárquico como a nível nacional, as chances de alternância do poder político e da governação, diminuíram progressivamente de eleição para eleição. A consequência disto é que o partido actualmente no poder em Moçambique, governa e reina sem ter que prestar contas à sociedade moçambicana, pois não existe uma oposição politicamente forte e capaz de exercer uma monitoria efectiva e responsabilizadora da governação.
É preciso tomar consciência da situação paradoxal, em que se encontra a participação política dos moçambicanos. Passados mais de trinta anos de independência política, temos que reconhecer a situação humilhante da nossa moçambicanidade; os parceiros internacionais conseguem obter dele maior prestação de contas e responsabilização do Executivo em exercício, do que todas as Instituições Nacionais.
Esta lamentável situação pode ainda tornar-se pior se a Frelimo conseguir nas próximas eleições Legislativas e Presidenciais, previstas para o corrente ano, uma vitória idêntica à que conquistou nas eleições Autárquicas de 2008. O risco está à vista. Há que evitá-lo porque as consequências de tal cenário, podem ser fatais para a liberdade que a nossa geração conquistou e da qual Moçambique se tornou referência internacional.
Será que conseguiremos evitar tal perigo? A resposta a esta dúvida começou a ser dada de forma positiva, corajosa e determinada pelas bases da Renamo e milhares de outros moçambicanos, que no dia 28 de Agosto de 2008, se insurgiram contra a iminente capitulação e derrota que os munícipes da Beira iriam sofrer. Era claramente previsível que se aqueles moçambicanos, da segunda maior cidade de Moçambique, se tivessem resignado ao caminho apontado pela actual liderança do principal partido da oposição, com acento na Assembleia da República, o poder teria sido conquistado pela Frelimo. 
Este acto de afirmação e determinação política, constitui hoje a principal referência do valor da esperança e da consciência pró-activa e organizativa. O movimento da Beira nas recentes eleições autárquicas, converteu-se num movimento renovador, unificador e determinado, porque mostrou capacidade organizacional e mobilizador, na defesa de uma opção alternativa, contra as manobras impostas pelos dois maiores partidos políticos em Moçambique.
O ano de 2009 será decisivo para a democracia em Moçambique, porque de novo, mas agora a nível nacional, a maioria dos moçambicanos irão confrontar-se com o risco de capitulação da sua cidadania.
Comício de Daviz Simango (O Obama do Chiveve)
É neste contexto que surge o Movimento Democrático de Moçambique (MDM), cujo objectivo mais imediato é preparar, organizar e mobilizar os moçambicanos, preocupados com o futuro da nossa jovem democracia, para impedir que a Frelimo conquiste nas eleições Provinciais e Legislativas, a maioria qualificada que tanto ambiciona; isto é, evitar que a Frelimo obtenha mais de dois terços de deputados na Assembleia da República, os quais validariam a efectivação de um novo mono partidarismo real, disfarçado de multipartidário. A consequência de tal situação são enormes, como por exemplo, a possibilidade de a Frelimo vir a tentar alterar a Constituição a seu belo prazer, para assegurar um outro mandato para o actual Presidente da República.
É preciso sermos realistas. Neste momento, nenhuma força política existente em Moçambique tem condições organizativas de mobilização e liderança, para assumir com sucesso a tarefa que o MDM se propõe realizar. Se o MDM vencer este objectivo imediato, certamente transformar-se-á numa plataforma política importante, para que os moçambicanos encontrem nele, a alternativa indispensável à realização de opções e escolhas que os partidos na oposição actualmente não proporcionam.
Construir um projecto político e social alternativo para Moçambique e para todos os moçambicanos, exige de cada um de nós, um enorme empenho e responsabilização individual e colectiva. Exige também conceber e construir instituições políticas e económicas mais justas, adequadas e eficazes, para uma maior estabilidade e sustentabilidade do desenvolvimento de Moçambique.
O MDM acredita que a Democracia deve ser o destino de Moçambique, pois foi este o caminho que a grande maioria dos moçambicanos escolheu seguir. Mas para isso, a liberdade e a igualdade de condições entre os moçambicanos, consubstanciados no respeito pela diferença e no estímulo à criatividade individual, devem constituir-se nos alicerces fundamentais, sem os quais a democracia, o Estado de Direito, o desenvolvimento humano e a justiça social, podem de facto florescer.
Daviz Simango não é um "chefe", mas um Líder
Estes factores devem ser devidamente valorizados pelos governantes e pelas classes políticas do País. Só assim se poderão criar sinergias para um rápido, efectivo e duradouro desenvolvimento de Moçambique.
Tal como o sol brilha para todos, o MDM tudo fará para que todos os moçambicanos sejam beneficiários das conquistas da Independência de 1975 e da Democracia de 1992. O MDM nasce para contribuir para uma paz duradoura e crescimento económico sustentável, sem exclusão e/ou discriminação com base na etnia, raça, religião, opção político/partidária ou região geográfica.
Moçambique pode ser um lugar melhor para todos os que nele nascem e vivem. Urge, portanto, que nos unamos em torno do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), cuja proposta de programa de acção oferece uma Agenda Política alternativa, realista e construtiva, em que os seus objectivos, prioridades e estratégias conduzirão seguramente a uma alternância progressiva e dignificadora, no actual quadro político, social e económico de Moçambique.
Beira, 07 de Março de 2009

 


Publicado por gruposespeciais às 15:56
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1 COMENTÁRIO:
De Anónimo a 15 de Outubro de 2009 às 19:18
Esta tudo explicado. O lider do MDM, logo que criou o seu partido viajou para Europa porque é para os europeus que criou este movimento e não para os moçambicanos. O povo moçambicano é inteligente e não vai entregar este pais a um ganancioso, tirrano. Ainda esta por vir o Obama de moçambique. Com Guebuza, pelomenos, ainda temos a nossa auto-estima, o orgulho de sermos moçambicanos, ainda que pobres. Anda podem enganar este meninos, mas não vão engar o povo. Vão dizer que sou fanático, mas 28 vai mostrar que o povo é atento. MOÇAMBQUE PARA OS MOÇAMBICANOS.


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