Segunda-feira, 3 de Dezembro de 2012

AFINAL MOÇAMBIQUE DEIXOU DE FAZER PARTE DE PORTUGAL EM 7/09/1974 (Conclusão)

Para quem leu atentamente este Acordo, poderá chegar às seguintes conclusões:

 

1 – Portugal deu cobertura e o apoio logístico para as maiores barbaridades cometidas pela Frelimo, para conquistar um poder que não tinha implantação no terreno nem nas cidades do País;

2 – A perseguição encetada pela Frelimo aos seus opositores foi apoiada pelo MFA, que, por sua vez prendeu militares portugueses que, sem qualquer culpa, se viram envolvidos em lutas entre fações rivais da sociedade moçambicana (Ex. Capitão Luís Fernandes);

3 – Os aviões das FAP serviram para o transporte para os famigerados  “Campos de Reeducação” de todo o tipo de pessoas que não serviriam para os seus interesses;

4 – Os militares portugueses colaboraram na prisão de patriotas moçambicanos que, embora lutassem politicamente pela independência de Moçambique, não se reviam no projeto da Frelimo;

 

 

5 – À Frelimo foi concedido todo o poder para aprisionar os seus opositores políticos e transportá-los para Nashingwea (Tanzânia), onde foram julgados sem qualquer hipótese de defesa em simulacros de tribunais, obrigados a confessarem crimes que nunca cometeram e queimados vivos em valas comuns, depois de terem passado os tratamentos mais atrozes no Campo de Concentração de Metelela (Niassa);

 

 


Publicado por gruposespeciais às 20:43
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Domingo, 11 de Novembro de 2012

AFINAL MOÇAMBIQUE DEIXOU DE FAZER PARTE DE PORTUGAL EM 7/09/1974 (2)

Acordo militar entre Portugal e a Frelimo (continuação)

 

Título IV - Da neutralização de organizações e actividades perturbadora da ordem pública

Artigo 9 - O Estado Portu­guês desarmará imediatamente todos os corpos de milícias, OPVDC, milícias privadas, Fle­chas e outras organizações si­milares, entregando à Frente de Libertação de Moçambique as armas não pertencentes ao Exército Português.

Artigo 10 - O Estado Por­tuguês e a Frente de Libertação de Moçambique cooperarão na detecção e neutralização de todos os agentes reaccionários e subversivos e nomeadamente os ex-agentes da PIDE- DGS.

Artigo 11- O Estado Por­tuguês e as forças Armadas Portuguesas tomam medidas para impedir que os seus nacio­nais se envolvam, individual ou colectivamente, em actividades de colaboração militar com os governos da África do Sul e da Rodésia.

Título V - Dos moçambi­canos nas forças Armadas Portuguesas

Artigo 12 - Com a assina­tura do presente acordo cessa a incorporação de moçambicanos nas Forças Armadas Portuguesas.

Artigo 13 - o Estado Portu­guês desmobilizará os moçam­bicanos actualmente em serviço nas Forças Armadas Portuguesas dentro do território moçambica­no, os quais serão reintegrados na sociedade moçambicana, sob a responsabilidade da Frente de Libertação de Moçambique, a fim de evitar perturbações da ordem pública, as forças especiais como os GEP e Comandos, serão ime­diatamente desarmadas.

Artigo 14 - o Estado Por­tuguês compromete-se a des­mobilizar os moçambicanos actualmente em serviço nas Forças Armadas Portuguesas fora do território de Moçambique que assim o requeiram e deste facto notificará a Frente de Libertação de Moçambique.

Artigo 15 - As duas partes procederão, o mais tardar até ao dia 11 Setembro de 1974, à libertação dos prisioneiros que se encontrem em seu poder, obrigando-se a dar mutuamente as mais amplas informações julgadas necessárias.

Artigo 16 - O Estado Portu­guês compromete-se a amnistiar todos os militares portugueses que se encontram detidos ou con­denados por actividades contra a guerra colonial em Moçambique e em favor da Frente de Libertação de Moçambique, que não tenham sido cobertos por amnistias anteriores.

Título VI - Controlo da execução do presente acordo:

Artigo 17 - Caberá à Co­missão Militar Mista velar pela aplicação do presente acordo.

Compete-lhe nomeadamen­te:

Determinar os locais e Itinerá­rios de evacuação da Forças Ar­madas Portuguesas e supervisar as operações de evacuação assim como a entrega de instalações militares à Frente de Libertação de Moçambique.

Supervisar o desmantelamen­to dos dispositivos militares dos alimentos.(Suponho que “aldeamentos”)

Supervisar o desarme do corpo de milícias, da OPVDC, e outras organizações similares, assim como neutralizar activi­dades militares, individuais ou colectivas, de colaboração com os governos de África do Sul e Rodésia.

Supervisar a desmobilização dos militares moçambicanos em serviço nas forças Armadas Portugueses em Moçambique os quais serão reintegrados na sociedade moçambicana, sob responsabilidade da Frente de Libertação de Moçambique.

Organizar a libertação dos prisioneiros de guerra de ambas as partes.

Estabelecer as listas de todos os prisioneiros de guerra de ambas as partes detidos desde o inicio do conflito e esclarecer o seu destino, apurando eventuais responsabilidades.

Resolver eventuais litígios, violações e todos os problemas que possam surgir entre as For­ças Armadas de ambas as partes na execução do presente acordo.

Título VII

Artigo 18 - Durante o período de transição o financiamento o abastecimento das Forças Armadas Portuguesas estarão a cargo do Estado Português.

Ao Governo de Transição caberá o financiamento e abas­tecimento das Forças Populares de Libertação de Moçambique.

As Forças Armadas Portugue­sas comprometem-se a efectuar o pagamento integral das dívidas contraídas em Moçambique.

 

Lusaka, aos 7 de Setembro de 1974

  

Pela Frente de Libertação de Moçambique:

Samora Moisés Machel

(Presidente)

 

Pelo Estado Português:

Ernesto Augusto Melo Antu­nes (Ministro sem Pasta).

Mário Soares (Ministro dos Negócios Estrangeiros).

António de Almeida Santos (Ministro da Coordenação Inter­territorial).

Victor Manuel Trigueiros Crespo (conselheiro de Estado).

Antero Sobral (Secretário do Trabalho e Segurança Social do Governo

Provisório de Moçam­bique).

Nuno Alexandre Lousada (tenente-coronel de infantaria).

Vasco Fernando Leote de Almeida e Costa (capitão-tenente da

Armada).

Luís António de Moura Casanova Ferreira (major de infantaria).


Publicado por gruposespeciais às 14:44
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Segunda-feira, 14 de Dezembro de 2009

PORTUGAL - MOÇAMBIQUE. Que relações?

 

A ideia deste artigo poderá ser polémica, mas a intenção é mesmo essa.
Todas as antigas colónias portuguesas estão a estreitar o laços de relacionamento com a antiga potência colonizadora e, no caso de Cabo Verde, quer uma relação privilegiada com Portugal, tendo em vista uma relação mais estreita com a Comunidade Europeia. É claro que foi um país que ascendeu à independência sem recorrer à guerra, tal como preconizava Amílcar Cabral, também, para a Guiné-Bissau. As grandes dificuldades de relacionamento foram com Angola, que, neste momento, estão a ser completamente ultrapassadas, com os seus governantes a dispensarem a colaboração de outros países e a recorrerem, em massa, à colaboração portuguesa nos grandes sectores estratégicos da economia angolana. Já não é a mão de obra não especializada de que Angola necessita, mas sim de quadros especializados nos diversos ramos económicos. Angola é, neste momento, um dos grandes destinos dos portugueses.
 Moçambique é um caso mais complicado, dadas as influência recebidas durante a Guerra Colonial, às quais a Frelimo se manteve fiel, deixando que a  influência chinesa continuasse a dominar grandes sectores da economia do País. Há outra situação que o partido no poder continua a usar, como factor de coesão, que é o ódio contra a antiga potência colonial, que se começa a incutir logo na escola primária. É um facto que houve colonialismo em Moçambique, mas que não foi tão evidente como em Angola, no entanto, o poder aproveita essa situação como se de uma cola se tratasse, para unir as populações, partindo de premissas completamente falsas de que a miséria do País se deve aos portugueses e que é a Frelimo que tudo tem feito para melhorar as condições de vida e que cada vez irá fazer melhor. Seria bom que todos os moçambicanos entendessem que a estratégia seguida pela Frelimo (Samora Machel a Armando Guebuza) é que levaram à situação em que o País se encontra com a expulsão total dos portugueses e, com isso, do seu espírito empreendedor. Este êxodo dos portugueses levou ao colapso completo da economia moçambicana do qual, passados 35 anos, ainda não se vislumbra uma saída. O País é mal governado, a corrupção é devastadora e a falta de quadros continua a grassar em Moçambique. As últimas eleições não vieram clarificar a situação, antes, pelo contrário, vieram confirmar o que de pior se tem passado em Moçambique nestes últimos 35 anos, com a concentração do poder na Frelimo e, a partir de agora, com maioria qualificada na Assembleia da República o que lhe permite aprovar leis de alteração do regime sem ter necessidade de consultar outros partidos. Do meu ponto de vista, o resultado das últimas eleições constituíram um retrocesso democrático, tendo a Frelimo usado e abusado de todos os meios do estado para conseguir a maioria de dois terços na Assembleia da República, com a conivência de todas as estruturas que deveriam salvaguardar a democraticidade de todo o processo eleitoral. Pela frente, o Povo Moçambicano irá ter, pelo menos, mais cinco anos de frelimismo com tudo o que isso de mau acarreta.
Não vou falar agora da posição dos países doadores, porque isso será assunto para outro artigo.
 
Ovar, 14 de Dezembro de 2009
Álvaro Teixeira (GE)

 


Publicado por gruposespeciais às 23:34
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Domingo, 29 de Novembro de 2009

EU CONHEÇO UM PAÍS ...

 

Torre Vasco Vasco da Gama - Lisboa (Expo-98)

 

Eu conheço um país que tem uma das mais baixas taxas de mortalidade mundial de recém-nascidos, melhor que a média da UE.
Eu conheço um país onde tem sede uma empresa que é líder mundial de tecnologia de transformadores.
Eu conheço um país que é líder mundial na produção de feltros para chapéus.
Eu conheço um país que tem uma empresa que inventa jogos para telemóveis e os vende no exterior para dezenas de mercados.
Eu conheço um país que tem uma empresa que concebeu um sistema pelo qual você pode escolher, no seu telemóvel, a sala de cinema onde quer ir, o filme que quer ver e a cadeira onde se quer sentar.
Eu conheço um país que tem uma empresa que inventou um sistema biométrico de pagamento nas bombas de gasolina.
Eu conheço um país que tem uma empresa que inventou uma bilha de gás muito leve que já ganhou prémios internacionais.
 
 
Eu conheço um país que tem um dos melhores sistemas de Multibanco a nível mundial, permitindo operações inexistentes na Alemanha, Inglaterra ou Estados Unidos.
Eu conheço um país que revolucionou o sistema financeiro e tem três Bancos nos cinco primeiros da Europa.
Eu conheço um país que está muito avançado na investigação e produção de energia através das ondas do mar e do vento.
Eu conheço um país que tem uma empresa
que analisa o ADN de plantas e animais e envia os resultados para todos os países da UE.
 
 
 Imagem de uma Caixa Multibanco 
 
Eu conheço um país que desenvolveu sistemas de gestão inovadores de clientes e de stocks, dirigidos às PMES.
Eu conheço um país que tem diversas empresas a trabalhar para a NASA e para a Agência Espacial Europeia.
 
 
Símbolo da Nasa Sede da Agência Espacial Europeia
 
Eu conheço um país que desenvolveu um sistema muito cómodo de passar nas portagens das auto-estradas.
Eu conheço um país que inventou e produz um medicamento anti-epiléptico para o mercado mundial.
Eu conheço um país que é líder mundial na produção de rolhas de cortiça.
Eu conheço um país que produz um vinho que em duas provas ibéricas superou vários dos melhore vinhos espanhóis.
Eu conheço um país que inventou e desenvolveu o melhor sistema mundial de pagamento de pré-pagos para telemóveis.
Eu conheço um país que construiu um conjunto de projectos hoteleiros de excelente qualidade pelo Mundo.
 
Imagem de uma Autoestrada em Portugal
 
O leitor, possivelmente, não reconheceu neste país aquele em que vive... PORTUGAL.
Mas é verdade. Tudo o que leu acima foi feito por empresas fundadas por portugueses, desenvolvidas por portugueses, dirigidas por portugueses, com sede em Portugal, que funcionam com técnicos e trabalhadores portugueses.
Chamam -se, por ordem, Efacec, Fepsa, Ydreams, Mobycomp, GALP, SIBS, BPI, BCP, Totta, BES, CGD, Stab Vida, Altitude Software, Out Systems, WeDo, Quinta do Monte d'Oiro, Brisa Space Services, Bial, Activespace Technologies, Deimos Engenharia, Lusospace, Skysoft, Portugal Telecom Inovação, Grupos Vila Galé, Amorim, Pestana, Porto Bay e BES Turismo.
Há ainda grandes empresas multinacionais instalada no País, mas dirigidas por portugueses, com técnicos portugueses, de reconhecido sucesso junto das casas mãe, como a Siemens Portugal, Bosch, Vulcano, Alcatel, BP Portugal e a Mc Donalds (que desenvolveu e aperfeiçoou em Portugal um sistema que permite quantificar as refeições e tipo que são vendidas em cada e todos os estabelecimentos da cadeia em todo o mundo).
É este o País de sucesso em que também vivemos, estatisticamente sempre na cauda da Europa, com péssimos índices na educação, e gravíssimos problemas no ambiente e na saúde... do que se atrasou em relação à média UE...etc.
Mas só falamos do País que está mal, daquele que não acompanhou o progresso.
 
É tempo de mostrarmos ao mundo os nossos sucessos e nos orgulharmos disso.
 
Por: Nicolau Santos,
Director - adjunto do Jornal Expresso, In Revista "Exportar"
 
É tempo de nos orgulharmos do que fomos, do que somos e daquilo que fazemos…
 
Ovar, 29 de Novembro de 2009
Álvaro Teixeira (GE)

 


Publicado por gruposespeciais às 21:01
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